O MISTÉRIO DO PASTEL DE NATA ASSASSINO (continuação)
O MISTÉRIO DO PASTEL DE NATA ASSASSINO
CAPÍTULO PRIMEIRO
A DESCOBERTA DO MORTO
CAPÍTULO PRIMEIRO
A DESCOBERTA DO MORTO
Felisberta das Dores, policia já com 10 anos de serviço, 40 anos de idade e um corpo escultural, não acreditava no que estava a acontecer! O seu ídolo de sempre ali à sua frente em carne e osso, e que osso, só queria roer um bocadinho para ver se era verdade.
Tinha sido este homem a razão da sua entrada na policia, toda a vida tinha bebido os seus ensinamentos através das várias investigações efectuadas pelo Eusébio Fagundes e, aquando da morte de sua mulher, lhe tinha enviado uma coroa de flores com os dizeres: " Uma flor murchou mas outra arribou". Todo esse amor escondido pelos anos, agora tinha a grande oportunidade de se dar a conhecer, e de certeza que Felisberta não iria deixar fugir a chance de lhe dizer quanto o amava.
- Sr. Inspector Fagundes, foi por causa da noitada de ontem, bebi uns litrinhos de cerveja a mais e deu nisto, mais uma vez peço imensa desculpa mas se não fosse o sacaninha do caranguejo já estava aqui.
- Quem descobriu o corpo?- inquiriu Fagundes- avisaram logo a esquadra ou andaram aqui de roda a mexer no gajo? Já sabem quem é o tipo?
- Foi a mulher das bolas de Berlim - respondeu Felisberta - quando estava a carregar o cesto para vender, caíram-lhe algumas bolas na areia, e quando veio apanha-las deu de caras com o tipo. Não tenho a certeza se roubou alguns pasteis de nata, mas agora é impossível saber pois já vendeu tudo o que tinha. O cadáver não tinha nenhuma identificação, já tirámos as impressões digitais e enviámos para o laboratório, logo à noite já devemos ter qualquer coisa.
Sr. Inspector é uma honra para mim trabalhar consigo, tenho seguido a sua carreira toda a minha vida, espero que venhamos a resolver este caso rápidamente.
- Sim, sim! obrigado - retorquiu Fagundes - oiça, quer jantar comigo para discutir algumas dúvidas que tenho sobre o caso? ou tem alguém à espera em casa?
Felisberta das Dores nem queria acreditar nos seus ouviditos. Claro que iria jantar, dançar, rolar e se ele quisesse também iria mocar. Faria tudo o que ele lhe pedisse. Telefonaria para o Antonino da Paz a avisar que não esperasse por ela pois tinha um caso de homicídio complicado para resolver e não sabia a que horas chegaria.
- Não, não tenho ninguém à espera - mentiu Felisberta - disponho de todo o tempo que precisar
Antonino da Paz, trolha vai para 20 anos, casado com Felisberta há 12 anos, recebeu o telefonema sem desconfiança, não era costume a mulher fazer isto mas, também já lhe tinha deixado o jantar pronto, e assim sempre poderia dar um salto ao tasco e bater umas cartas. Pena que ela não tenha mais destas chamadas nocturnas...
continua...
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