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domingo, agosto 20, 2006

O MISTÉRIO DO PASTEL DE NATA ASSASSINO

CAROS LEITORES DESTA ESQUINA DE CULTURA E INTELIGÊNCIA (A MINHA É CERTA, QUANTO À VOSSA...).
AFIM DE ALEGRAR E ILUMINAR AS VOSSAS VIDAS, VENHO AGORA INICIAR UM CONTO POLICIAL DE MINHA AUTORIA E QUE, PARA O QUAL GOSTARIA DE SABER A VOSSA OPINIÃO SOBRE A SEGUINTE DÚVIDA( SEMPRE AS DÚVIDAS, PORRA):

- OU ESCREVO EU TODO O CONTO, OU COM A VOSSA COLABORAÇÃO VAMOS AVANÇANDO CAPÍTULO A CAPÍTULO ATÉ DESCOBRIRMOS O ASSASSINO.

PARA VOCEMECÊS PENSAREM UM POUCO SOBRE O ASSUNTO ( O QUE ACHO DIFÍCIL POIS NÃO SEI SE TÊM NEURÓNIOS SUFICIENTES) PASSO A TRANSCREVER O INÍCIO DA HISTÓRIA.
POR FAVOR DIGAM QUALQUER COISITA.

O ENTREVADINHO

AQUI VAI:


O MISTÉRIO DO PASTEL DE NATA ASSASSINO

CAPÍTULO PRIMEIRO

A DESCOBERTA DO MORTO

Nunca pensou que a noite estivesse tão boa! Aquele luar era mesmo convidativo para uma passagem rápida na fábrica de bolos, comprar uns pasteis de nata e depois uma ida à praia para um último mergulho debaixo das estrelas.

Assim pensou João Atanásio, assim o fez. Mal sabia qual o desfecho do seu passeio nocturno, e de que nunca iria dar o último mergulho debaixo de um céu estrelado...

O 2º inspector dos Homicídios, Eusébio Fagundes, acabava de dar o 1º gole no seu café matinal, quando o telemóvel tocou. Era a sua secretária a dar a indicação, de que a era necessária a sua presença na Praia das Maçãs, onde tinha aparecido o cadáver de um homem com um pastel de nata inserido no nariz.

- Um gajo já nem pode tomar o pequeno almoço descansado - vociferou o inspector- um tipo morto logo pela manhã, e ainda por cima na praia. Com este calor é mesmo para fazer sauna, e ainda por cima não trouxe protecção solar.

Eusébio Fagundes, inspector de carreira, homem para os seus sessenta e cinco, estava a dias de se reformar com a pensão na totalidade, antes que os sacanas do governo mudassem a lei. O que menos necessitava era de ter um caso de homicídio nesta altura e ainda por cima de cariz violento como este.
Não tinha um caso de morte por pastel de nata desde os tempos da outra senhora. Este modus operandi fazia lembrar o caso do Edmundo Luís Pancrácio, "O zarolho", no distante verão de 72, quando o cadáver foi encontrado na Praia Grande com um pastel de nata enfiado no olho direito.

5 horas depois, ao chegar ao local do crime, este encontrava-se repleto de banhistas a tirar fotografias e, a policia local a tentar sem sucesso que os curiosos não roubassem o resto dos pasteís de nata, pois sem os quais não tinham material forense suficiente para investigar a causa da morte.

- Mas que merda é esta? - grita o inspector- não tomaram o pequeno almoço? São mesmo estúpidos, nem sabem se os pasteís são de Belém!

- Guarda Zacarias, quem é o responsável pela ocorrência?

- É a colega Felisberta das Dores, inspector! mas como estava apertada, teve que ir dar uma mijadela ali atrás das rochas...deve estar a chegar...

Debaixo da forte canícula, Eusébio Fagundes encetou então a observação do cadáver. Apesar dos óculos, os seus olhos de àguia, já com dezenas de anos de experiência, detectaram logo que João Atanásio não chegou a entrar na àgua (ainda se encontrava vestido) e que, pela quantidade de pasteis de nata ainda na embalagem, a vida não lhe corria mal.

- Estes novos ricos não sabem vir à praia a horas decentes, têm sempre que ser diferentes, e ainda por cima vêm comer bolos, não sabem que à noite é sempre um franguinho assado e uma bejeca? - cogitava o inspector.

- Sr. Inspector Fagundes - diz Felisberta das Dores - peço desculpa pelo atraso mas, como estava aflitinha fui ali fazer uma mijinha à beira mar, e sem dar conta, a maré subiu e fui mordida por um caranguejo, logo nas partes gagas. Demorei mais um pouco, pois o sacana do bicho não despegava e...

- Sabe bem que não deve abandonar o local do crime- interrompeu o inspector- muito menos se neste ainda se encontra a vítima e as possíveis provas do crime! - ripostou Eusébio.

Felisberta das Dores, policia já com 10 anos de serviço,...

continua...
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